quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Como estudar sem tempo



O tempo – ou a falta dele – costuma ser um fator que desestimula muitas pessoas em relação a estudar para concursos. Há sempre diversas prioridades para conciliar: casamento, filhos, faculdade, trabalho, médicos, eventos, engarrafamentos etc. Porém, às vezes, um pouco de criatividade, disciplina e visão de longo prazo podem levá-lo longe sem que você perceba. Você pode fazer algumas coisas para tornar seu tempo mais eficiente e aumentar seu rendimento sem muito esforço.

Em primeiro lugar, acompanhe o jornal. Pode ser qualquer jornal do dia, pode ser na televisão, no rádio ou na internet, contanto que você esteja a par das notícias. Isso vai colaborar com seus conhecimentos de atualidades, além de poder contribuir eventualmente com outras áreas do conhecimento – por exemplo, pode ser que o jornal das oito traga uma reportagem sobre algum lançamento da área de informática, ou sobre alguma mudança na legislação. Tá pensando que jornal não é estudo? Aproveite essa hora do dia.

Em segundo lugar, aproveite seus horários de deslocamento. Vai encarar uma hora de engarrafamento até chegar ao trabalho? Se estiver de carro, pode ouvir o rádio ou escutar alguma aula ou audiobook enquanto dirige – lembra que é possível baixar conteúdos em áudio grátis no site da Câmara? –, e verá que o trânsito nem vai parecer tão desgastante. Se estiver no ônibus, pode escutar os mesmos conteúdos em Mp3, por exemplo, ou até ler o jornal ou algum material, já que não estará dirigindo – cuidado para não perder a descida! Não subestime esse tempo de deslocamento: se você gasta uma hora por dia no trânsito, o que não é muito, já serão cinco horas de estudo só durante a semana.

Se você frequenta algum curso preparatório, também pode gravar as aulas para escutar enquanto faz outras atividades – atente para as regras quanto a isso no seu cursinho. Você pode escutá-las no trânsito e também durante outras atividades do cotidiano. Se você vai se exercitar, por exemplo, em vez de colocar a música no último volume, coloque a aula de direitos fundamentais, ou o curso de exercícios de ética etc. É uma ótima forma de revisar e fixar o conteúdo. Vai passar a roupa da semana ou cozinhar? Então aproveite para fazer suas revisões enquanto isso!

Se parar para pensar, até no fim de semana é possível descansar aprendendo: alugue filmes que sirvam para os estudos ou para renovar seu entusiasmo (“A Procura da Felicidade” é um dos meus prediletos!). Vá ao cinema assistir a um documentário, por exemplo. Visite o museu, conheça exposições sobre história, arte e cultura. Se você é de Brasília, olha que fácil: há diversos passeios, gratuitos ou de preços baixos, e supereducativos que podem te acrescentar várias informações – como a visita à Câmara e ao Senado, ao Palácio da Alvorada, ao Supremo Tribunal Federal, ao Palácio do Itamaraty, ao Memorial JK... O Centro Cultural Banco do Brasil também oferece diversas opções de lazer – dentre exposições, mostras de filmes – acessíveis e muito úteis. É possível dar uma de turista, curtir o dia e ainda aprender uma coisa ou outra sem nem sentir que está aprendendo.

Filmes motivadores: A Procura da Felicidade, Erin Brokovich, Antes de Partir, Rocky Balboa (por que não?), Um Sonho Possível, Os Intocáveis...
Filmes que podem ajudar nos estudos: A Rede Social, O Dia Antes do Fim, Xingu, Argo, Torres Gêmeas, A Dama de Ferro, Antônio Conselheiro, Che...
Documentários: Lixo Extraordinário, Trabalho Interno, Uma Verdade Inconveniente, A Revolução Não Será Televisionada, O Homem Mais Procurado do Mundo, Tropicália...

Outra forma de aproveitar melhor o tempo é levar sempre um livro com você – pode ser até a sua linda Constituição. Aproveite aqueles minutos insuportáveis na fila do supermercado (em vez de fuçar as revistas à venda), ou aquela hora de fazer pé e mão no salão (em vez de jogar papo pra cima), ou a fila do banco, do médico, do restaurante... é sempre uma boa hora para decorar de vez as competências delegáveis do Presidente da República, ou os bens da União, ou os objetivos fundamentais, ou as penas vedadas, ou os crimes inafiançáveis etc.

Por fim, sempre que estiver sentado estudando, faça resumos. Pode ser uma folha de papel com o que você aprendeu, ou um mapa mental com as regras de acentuação, ou um esquema sobre a composição do CNJ, o que for: o importante é ter à sua disposição diversos conteúdos rápidos e de fácil apreensão, para que você possa revisar quando sua prova estiver próxima, ou para que você aproveite esses vários minutos à toa espalhados ao longo do dia. Se for preciso, leia esses resumos em voz alta e grave em áudio, para que possa escutar depois.

Viu como você não precisa parar sua vida inteira para estudar? Você pode continuar fazendo suas tarefas domésticas, pegando trânsito, fazendo exercícios, relaxando no fim de semana... Não espere ter o dia inteiro para estudar, comece com o mínimo de que dispõe agora, e qualquer meia hora a mais será lucro e você saberá aproveitar como ninguém. Se você esperar ter as condições perfeitas para começar sua preparação, irá adiar eternamente seu sonho e, pior ainda, não saberá dar tanto valor ao seu tempo. O que importa é fazer o melhor com aquilo que a vida te deu hoje!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Como estudar sem dinheiro



Na hora de começar os estudos, muita gente acaba desistindo logo de cara: não tenho dinheiro! Mas esse problema atualmente acaba virando uma desculpa, porque, com a facilidade de acesso a bibliotecas, internet wifi, materiais e aulas gratuitos, a falta de dinheiro não justifica mais o adiamento dos estudos.

Mas muitas pessoas simplesmente desconhecem as formas de se estudar sem ter que pagar por aulas, cursinhos etc., então aqui segue um guia com várias opções gratuitas e/ou de preço bem reduzido.

Aulões: é muito comum que os cursinhos preparatórios ofereçam aulas gratuitas (ou quase, exigindo apenas 1kg de alimento, por exemplo) para divulgar os cursos, ajudar instituições de caridade, promover os professores etc. Fique de olho nos sites dos cursinhos da sua cidade – eu costumo entrar uma vez por semana – para verificar se haverá algum aulão gratuito ou de preço reduzido. Faça sua inscrição com antecedência, pois essas aulas costumam lotar rapidamente. Além disso, pode ser que haja sorteio de cursos, livros etc.

Concursos de bolsa: também é comum que os cursos preparatórios ofereçam concursos de bolsas de estudos, uma vez por ano ou por semestre. Mais uma vez, é preciso ficar de olho nos sites, para descobrir as datas, valores de inscrições (quando são pagas, costumam ser baratas, em torno de vinte reais), conteúdos cobrados. Dependendo da nota, é possível conseguir descontos de até 100% nos cursos oferecidos pela instituição!

Bazar de livros: é possível que alguns desses cursinhos organizem bazares para liquidarem livros e apostilas de edições passadas, para iniciarem a venda das edições novas. É possível encontrar livros de conteúdo, de exercícios, cadernos de provas e outros materiais a preços bem reduzidos – mesmo que a edição não seja a mais atual, costuma valer a pena. Também há muitos livros e apostilas em sebos, é só procurar.

Cursos voluntários: procure se na sua cidade existem cursos oferecidos por voluntários – é preciso pesquisar. Alguns lugares oferecem aulas sem custo nenhum. Normalmente, é difícil conseguir vaga, então você deve procurar com antecedência.

Internet: ah, a boa e velha internet. Aqui, há um mundo de oportunidades para estudar sem ter que pagar por cursos ou conteúdos. E cada vez mais locais públicos oferecem acesso à rede wifi sem custo nenhum, o que vai facilitando a vida de muito concurseiro.

(tentei colocar todos os links com acesso direto ao que interessa, para quem quiser baixar legislações, áudios etc.)

Vídeos online: nos sites de exibição de vídeos, como o Youtube, você encontra milhares de vídeos com conteúdos cobrados em provas de concursos. Pode procurar pela página da TV Justiça, por exemplo, que oferece diversas aulas no programa “Saber Direito”; ou pode procurar pelo nome da disciplina – por exemplo, “suprimento de fundos”, “uso da crase” e por aí vai; pode procurar ainda pelo nome de algum professor. Enfim, não falta conteúdo em vídeo na internet, basta pesquisar pelo que você deseja.

Bancos de questões: você pode fazer um cadastro gratuito em sites de questões de provas, para resolver questões online, visualizar e fazer comentários, tirar dúvidas, trocar materiais, receber notícias sobre concursos, entre várias outras utilidades. Normalmente, esses sites oferecem uma versão de cadastro pago, que oferece algumas opções adicionais, e cabe a você decidir se compensa. Alguns exemplos de sites desse tipo são o “Até Passar”, “Concurseiro Social” e “Questões de Concursos”.

Blogs e sites especializados: existem milhares de páginas na web com conteúdos específicos para concursos. Muitos professores, estudantes, juízes, instituições etc. gostam de divulgar seus materiais, ou amostras de cursos, dicas, comentários de provas e outros conteúdos muito úteis para quem está estudando. Vale a pena conhecer alguns e acompanhar os que mais te interessem. Como exemplo, existem o “Jurisway”, “William Douglas”, “Rogério Neivaentre outros.

Páginas de órgãos públicos: no site do Planalto, por exemplo, você pode baixar as leis de que precisa para seu concurso. Outros sites, como o da Câmara dos Deputados, oferecem diversos materiais gratuitos – resumos, revistas online, “PDF’s”, até conteúdos em áudio – que são muito úteis e podem ser baixados de graça. O site do Senado (mais especificamente o ILB) oferece cursos gratuitos, inclusive com emissão de certificado – e alguns podem até contar para análise de títulos! Enfim, não custa nada fuçar as páginas dos órgãos públicos e procurar por conteúdos gratuitos, há muito mais do que você imagina.

Aplicativos: é possível baixar vários programas interessantes para o seu computador ou celular, a exemplo de simuladores de provas de digitação, compilações de notícias do mundo todo (útil para quem precisa estudar inglês para a prova, por exemplo, porque é possível ler jornais como o New York Times) e gerenciadores de tempo/concursos/disciplinas/rendimento. Eu mesma possuo dois aplicativos interessantes, o “Global News” e o “Gabaritar”, ambos muito úteis (os meus são para celular “Android”, mas basta procurar os aplicativos disponíveis para o seu aparelho ou computador, e com certeza haverá mais de uma opção disponível).

ps: veja também o post específico sobre aplicativos para estudar

Redes sociais: atualmente, cada vez mais cursos preparatórios e professores buscam se integrar às redes sociais para divulgar seus trabalhos, promover cursos e livros, e os concurseiros são os que mais ganham com isso. Quem segue os cursos e professores é beneficiado com informações acerca de novos concursos, materiais – muitas vezes gratuitos –, dicas de prova, resolução de questões de concursos recentes, recursos contra itens de provas, entre outros. Então, pesquise no Twitter, no Facebook etc., com cuidado pra não abusar!

ps: veja também o post específico sobre como usar o Facebook a favor dos estudos

Enfim, algumas dessas dicas podem sair absolutamente de graça, outras podem exigir custos reduzidos, mas a verdade é que é plenamente possível conseguir diversas opções de estudos a baixo ou nenhum custo. Se você tiver persistência e pesquisar, verá que dá para aprender MUITA coisa sem ter que pagar. É claro que é sempre bom poder frequentar um cursinho, ou comprar livros novos, mas com disciplina e força de vontade você pode dar um grande passo em direção à sua aprovação sem ter que pôr a mão no bolso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Como ler a Constituição



Ah, a Constituição... Velha companheira de guerra dos concurseiros. Aquela que, no final da batalha, é a mais surrada, rabiscada, suja, a maior frequentadora do banco traseiro do carro... Enfim, se até agora você não tinha parado para pensar nisso, deu pra imaginar a importância dela para o seu concurso, e tá na hora de aprender a dar valor para a sua Constituição.

Lembrando que não sou da área do Direito, não faço concurso para Juiz, não tenho um vade-mécum a tiracolo. Estudo para concursos da área administrativa, em geral, que incluem conteúdos mais básicos da área jurídica. Se você não se encaixa nesse perfil, talvez esse post não sirva para você, ok?

Mas mãos à obra. Todos os que estudam para concurso público, em regra, devem ter uma Constituição para levar pra cima e pra baixo. Se seu concurso não cobrar nada que conste na CF, bom para você, mas não é o que acontece com 90% das provas. Então, o primeiro passo é comprar uma Constituição, e as opções nas livrarias são várias – e ainda há as versões gratuitas, que podem ser adquiridas na Câmara dos Deputados, por exemplo. Dê preferência para versões que possuam algum espaço para eventuais anotações (nem tudo o que as bancas cobram se limita à literalidade do texto constitucional).

O segundo passo é ter a CF sempre com você. Se for assistir a uma aula de Direito (Constitucional, Administrativo, Eleitoral, Trabalhista etc.), leve a CF, acompanhe a aula com o livro aberto, veja se está tudo ali, ou se você precisará anotar algo a mais. Quanto mais você olhar para a sua Constituição, mais informações serão guardadas no seu cérebro.

Em terceiro lugar, a experiência mostra que a leitura da letra fria da CF é primordial para acertar dezenas de questões de concursos. Para ajudar a memorizar o conteúdo, você pode recorrer a algumas táticas fáceis e rápidas, enquanto lê os artigos:

Canetas coloridas: durante a leitura, tente perceber quais conteúdos podem ser agrupados por cores. Depois de algumas lidas, marque os conteúdos com canetas coloridas. Já consegui acertar questões de prova somente por lembrar que “essa competência é azul, e não verde” – o que quer que isso signifique. Outra dica que sigo (da professora Nelma Fontana) é a de marcar com uma caneta específica todos os locais que contiverem “lei complementar”, pois em provas é comum o examinador perguntar se determinado assunto deve ser tratado em lei ordinária ou complementar. Se o texto constitucional não disser expressamente “lei complementar”, então se trata de lei ordinária. Fácil, né?

 Art. 60, emendas à Constituição: iniciativa em laranja, limites circunstanciais em roxo, processo legislativo diferenciado em verde, cláusulas pétreas em azul... E muitos comentários!

 Lei complementar: sempre com algum destaque. Isso despenca em prova!
(ps: não sei virar a foto de lado :-) hehe)

Post-its: são muito úteis para anotar conteúdos adicionais, que não constam na letra fria da CF. Use para anotar jurisprudência, observações importantes ou até pequenos resumos ou esquemas daquele assunto. Vale tudo para ajudar a lembrar o conteúdo de forma visual e prática. Quando resolvo questões de prova e vejo que algum assunto é muito recorrente, costumo destacar isso na minha CF também.

Post-its: pra anotar resumos, entnedimentos recentes, questões recorrentes de prova etc. (sim, minha CF é uma baderna!)

Atenção para as súmulas: não basta ler os artigos da Constituição, é preciso ler as súmulas que formalizam a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Em alguns temas, são inclusive mais cobradas que os próprios artigos, então fique atento aos enunciados das súmulas, grifando os mais importantes (de preferência, adquira uma CF que já venha com esse conteúdo).

 Súmulas: algumas você nunca vai saber que existem, outras você vai decorar de tanto que vai ver caindo nas provas (ps: vai ficar tudo torto mesmo, to nem aí).

Atualizações: já ouviu aquela frase que diz que “você não compra a Constituição, você assina”? Exageros à parte, é verdade que, a cada ano, é preciso ficar de olho nas atualizações da sua CF. Houve alguma nova interpretação com relação a determinado artigo (a exemplo do art. 5º, LXVII, sobre o depositário infiel)?  Foi aprovada alguma Emenda Constitucional? Foi editada alguma nova Súmula (vinculante ou não) pelo STF? Tudo isso é motivo para você fazer suas anotações e alterações necessárias – inclusive porque, normalmente, esse tipo de informação costuma despencar em provas.

Essas são algumas formas de ir deixando sua Constituição mais personalizada, de modo que você bata o olho e já relembre vários conteúdos rapidamente. É fundamental ter alguns artigos da CF na ponta da língua (depende de qual concurso você vai fazer), então não desgrude dela, leve-a para as aulas, para a fila do banco, para a mesa de cabeceira (acaba com a insônia!), para a mesa de estudos, e não tenha dó de rabiscar, grifar, colar observações e deixá-la pronta para consultas e revisões-relâmpago.

(mais um ps: só pra constar, eu uso a Constituição organizada e consolidada da professora Nelma Fontana, da editora Vestcon, mas a minha edição já tá ultrapassada...)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Como dividir seu tempo de estudo – parte III



Depois de calcular quantas horas por semana você terá para se dedicar a cada matéria, agora é a hora de distribuir essas horas em uma tabela. Dessa forma, você saberá exatamente o que irá estudar em cada dia – se você estuda em bibliotecas, por exemplo, não vai precisar carregar quilos de livros, pois já saberá exatamente o que levar – e conseguirá monitorar seu desempenho e o cumprimento das suas metas diárias. Ou seja, montar um quadro de estudos é uma ótima ferramenta para guiar sua semana, aumentar a sensação de dever cumprido e, consequentemente, reduzir o grau de ansiedade.

Ok, como distribuir esses horários? Tendo em vista que, com o exemplo dado, o candidato irá concluir um ciclo de estudos a cada semana, é preciso ter em mente uma boa distribuição, que “espalhe” as matérias ao longo dos dias, de modo que um mesmo conteúdo possa ser estudado mais de uma vez por semana:

Hora/Dia
Segunda
Terça
Quarta
Quinta
Sexta
Sábado
Dom.
7-8h
AFO
Adm.
AFO
Adm.
AFO
Ética

8-9h
Informática
Adm.
Atualid.
Adm.
Informática
Regimto.

9-10h
D. Adm
D. Const
D. Adm
D. Const
D. Adm
Arquiv.

10-11h
Português
Legisl.
Português
Legisl.
Português
Red. Of.


Assim, com um quadro bem distribuído, fica mais fácil monitorar o cumprimento dos horários, e não é cansativo, pois quando você começa a ficar entediado com uma matéria, já está na hora de trocar. Além disso, não sei você, mas eu trabalho bem sob pressão – se tiver só uma hora para estudar algo, me concentro muito mais do que se tiver a tarde inteira para fazer a mesma coisa!

Por fim, seguem algumas dicas práticas para a hora de você montar o próprio quadro:

- Estude no máximo duas horas seguidas da mesma matéria: pelo motivo que acabei de falar, quando temos tempo demais para concluir uma tarefa, acabamos adiando, fazendo mais devagar, e passar em concurso é uma questão de eficiência. Se o conteúdo for muito extenso, tudo bem, estude por duas horas, mas depois siga para a próxima.
- Estude mais cedo o que é mais difícil: normalmente, quando começamos a estudar, estamos com a cabeça mais “fresquinha”, com a disposição mais renovada, então é hora de pegar pesado naquilo que traz mais dificuldade. Aproveite as primeiras horas de estudo para aprender coisas novas, entender conteúdos mais complexos, e deixe as horas finais para as matérias mais light, que você terá facilidade de assimilar.
- Misture conteúdos fáceis e difíceis: não passe o dia inteiro estudando somente o que te traz dificuldade, ou o que você acha chato. Ninguém aguenta! Se você detesta Informática, mas gosta de Ética, coloque esta depois daquela, para dar uma aliviada. Assim, você rende mais e evita a preguiça.
- E o fim de semana?! Sim, eu recomendo deixar um dia de folga. Afinal, ninguém é de ferro. Mas isso irá depender do seu rendimento, do quanto você já acumulou de conhecimento, do quanto se sente preparado para a prova. Eu mesma sou aloprada e minha tendência é estudar doze horas por dia, sete dias por semana. Mas isso pode ser um tiro que sai pela culatra. Se você ainda se sente inseguro quanto à maior parte do conteúdo, tudo bem, inclua mais umas quatro horas no seu domingo e depois vá descansar. No sábado, se quiser, pode incluir um aulão, ou aumentar a quantidade de horas. Enfim, deu pra ver que é algo bem pessoal e que depende de diversos fatores, certo? O que importa é não se esquecer de cuidar da sua saúde, família, amigos, espiritualidade. Não adie sua vida inteira (eu já fiz isso e acho que não é a solução), aprenda a conciliar seus estudos com outros compromissos.
- Acompanhe seu desempenho: ao longo das semanas, vá dosando as horas de estudo de acordo com seu rendimento em cada matéria. Ao atingir entre 80-90% de aproveitamento em cada matéria (olha a importância deresolver questões de prova), realoque o tempo de estudo para os conteúdos nos quais seu desempenho ainda é mais baixo. É muito mais fácil ganhar os 50-60% iniciais da nota do que os 10-20% finais (dica preciosa do professor Emerson Caetano)! Mude seu quadro sempre que achar necessário.
- Lembrete: não bitolar! Tá bom que você marcou quatro horas diárias de estudo, mas não se desespere se ficaram faltando 5 ou 10 minutos em alguma matéria. Normalmente, nesse quadro horário já incluo 10 minutos de banheiro/comida/”avoação” para cada hora. Calculo 50 minutos de estudo para 10 de descanso. Se estiver no pique, estudo dois ou três horários seguidos, para depois tirar 20-30 minutos de descanso até o próximo horário. Assim, você não entra em pânico e suas metas diárias serão mais realistas.

[Lembrando que esse exemplo dado pode não correponder à sua realidade. Se você tem menos tempo que isso, faça as adaptações, o importante é manter um ritmo. Se você tem mais tempo (se você tem dedicação integral a concurso, por exemplo), aumente a carga horária, e não se esqueça de ir alterando o quadro conforme seu rendimento melhora.]

Enfim, são algumas dicas que aprendi com livros e palestras ao longo da minha jornada, e que sempre uso na hora de me preparar para algum concurso. Quando sai o edital, normalmente aumento a quantidade de horas de estudo, ou incluo algum curso ou aulão, para revisar conteúdos. Mas ter um quadro semanal ajuda você a manter um bom ritmo sem surtar. Então, vale a pena demais!