Eu já falei antes sobre a necessidade de conciliar suas atividades do dia a dia com o aprendizado pra concursos. É muito importante ter uma folguinha de vez em quando, mas mesmo nos momentos de lazer é possível acumular conhecimento, ficar por dentro dos temas atuais e, principalmente, desenvolver um raciocínio crítico, fundamental para a prova e para o resto da sua vida.
Hoje estava lendo um artigo sobre filmes que podem ajudar para concursos, e resolvi dar uma atualizada nas dicas aqui do blog. Algumas das sugestões podem já ter sido mencionadas, mas outras são bem recentes e valem a pena demais.
Dessa lista ainda falta assistir a vários, mas os que vi eu recomendo. Xingu é uma história maravilhosa sobre a ocupação do Brasil e a jornada dos irmãos Villas-Boas para proteger os povos indígenas e criar uma grande reserva natural. O filme traz questões como o choque cultural, a luta pela posse de terras e a demarcação das reservas indígenas, temas polêmicos até hoje (lembra da Raposa Serra do Sol? Se não lembra, pode abrir já o Google!). Muito bem feito e muito bonito.
Margin Call - O dia antes do fim - trata do ponto em que estourou a crise de 2008, nos Estados Unidos. Não é bem um filme-documentário, não vai ficar explicando toda a crise e todas as causas, é mais um relato sobre a "bolha" gerada dentro do mercado financeiro. Eu, pelo menos, gostei. Aliás, difícil não gostar de um filme com Kevin Spacey. E o tema ainda continua bastante atual - para quem acompanha as notícias, os EUA pretendem processar a agência de classificação de risco Standard & Poors, por fazer supostas avaliações enganosas de riscos de títulos.
E o grande vencedor do Oscar, claro, ninguém pode deixar de assistir. Argo venceu o prêmio de melhor filme da academia, e seu tema é a revolução islâmica do Irã, ocorrida em 1979. Naquele ano, o então governante "Xá" Reza Pahlevi foi derrubado do poder e substituído pelo líder islâmico (aiatolá) Khomeini. Desde então, a relações entre EUA e Irã foram se deteriorando e, até hoje, eventualmente ocorrem trocas de ameaças, já que o Irã, atualmente governado pelo aiatolá Ali Khamenei e pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, vem sendo acusado de enriquecer urânio com a finalidade de produzir armas nucleares. O filme tem foco no resgate de diplomatas norte-americanos que ficaram presos na embaixada do Canadá, o que gerou uma operação digna de um filme do Oscar, realmente.
E esses são só alguns dos filmes sugeridos nesse artigo da Globo. Vale a pena assistir a todos eles, alguns são verdadeiras aulas, e você aprende sem se entediar, o que é melhor ainda! Você aprende sobre história, geografia, temas da atualidade, e enriquece seu conteúdo para as provas (deu pra ver que cada filme já "puxa" uma série de assuntos, né?). Então, no fim de semana, ir ao cinema ou alugar um filme pode ser uma ótima pedida pra relaxar e se manter firme no seu objetivo maior. ;)
segunda-feira, 4 de março de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Quando o edital pega você de surpresa
Você vem estudando administração de materiais há seis meses,
fazendo duzentas questões de arquivologia por semana, revisando gestão de
pessoas que nem um condenado, quando, de repente... Ié ié! O edital do TJDFT sai e não era nada disso que você estava imaginando!
“Já era, vou estudar
pra outro concurso...”
“Mas eu não faço ideia
sobre Direito Civil...”
“Não dá tempo de
estudar essas matérias todas...”
Essas são as ideias que vêm à cabeça quando sai um edital
diferente do que a gente esperava. E é nessas horas que a concorrência dá
aquela afunilada enorme, muita gente
sai debandando pra outros concursos, e os que ficarem vão encarar um nível de
competitividade bem menor. Pense nisso.
É fundamental saber conciliar mais de um concurso ao mesmo
tempo, e saber quando é a hora de mudar de estratégia. Se você vem estudando
para concursos de nível médio da área administrativa, provavelmente sabe que as
carreiras dos tribunais são muito boas em comparação a muitas outras por aí. Se
você acompanhou o último concurso do TJDFT, sabe que foram chamados mais de dois
mil aprovados.
Será que vale a pena jogar tudo pro alto e se dedicar a um
concurso com edital tão diferente? Nessas horas, é importante questionar sua chance de ser bem sucedido: se o órgão
costuma chamar centenas de pessoas, você não precisa ser mestre em Direito Civil ou Processual para ficar dentro da lista de
aprovados. Se conseguir fazer pouco mais que metade dos pontos em cada uma
dessas matérias diferentes, seu bom desempenho nas matérias básicas (que você já
vinha estudando para outros concursos) poderá garantir uma ótima colocação.
(E quando digo ótima colocação, digo que basta ficar entre
os mil primeiros para ser chamado).
Ok! Agora, a estratégia é você se dedicar 100% às matérias
específicas desse edital. Largue todo o resto (supondo que você já vinha
estudando as matérias básicas) e, até a data da prova, estude somente o
conteúdo específico, faça muitas questões, dedique-se totalmente. É muito mais
fácil partir do zero e chegar a
50-60% de aproveitamento em matérias que você nunca viu, do que ficar tentando
passar de 60% a 80-90% nas matérias que você já vinha estudando. Ou seja, seu
desempenho subirá consideravelmente, já que você não vai esquecer tudo só
porque ficou um mês ou dois sem estudar as matérias básicas. Se achar muito drástico estudar só as
específicas, faça provas completas no final de semana, sempre medindo seu
desempenho.
E lembre-se: quando um edital sai completamente diferente do
que você estava esperando, pode ter certeza de que todos foram pegos de
surpresa, não só você. E pode ter certeza de que uma boa parte das pessoas vai
dar pra trás e tentar outra coisa. Não se intimide com editais diferentes. Primeiro,
analise suas chances, pesquise quantos devem ser chamados, avalie as
possibilidades. Se há vários outros concursos para a área que você quer com
edital aberto, talvez não seja a hora de mudar de ideia. Mas esse edital do
TJDFT é um bom exemplo de que às vezes é preciso repensar sua estratégia.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
A primeira aprovação
Chega dá uma adrenalina só de pensar, né? Ufa! A hora da
virada, a hora de comemorar, a hora de contar pros familiares, a hora de fazer
novos planos.
E sim, a hora de tomar alguns cuidados.
Em primeiro lugar, se você foi aprovado em algum concurso,
merece comemorar demais, sair com os amigos, com a família, tomar uns drinks, enfim, festejar!
Depois de comemorar sua aprovação, preste atenção em alguns detalhes para
evitar estresse e facilitar sua vida quando sair a nomeção.
Em primeiro lugar, se você foi aprovado, mas não dentro das
vagas, cuidado: pesquise a real chance de
ser nomeado, verifique o prazo de validade do concurso, ligue no setor de
Recursos Humanos do órgão/entidade, fique por dentro. Se há 280 vagas para o
seu cargo, você ficou em 302º e o concurso é válido por até quatro anos, seja feliz: é bem provável que seja
nomeado (veja bem, eu não disse pra largar os livros)! Mas se há duas vagas,
você ficou em 25º e o concurso é válido por até dois anos, mantenha-se firme
nos estudos. Estar no cadastro de reserva, em regra, não significa nada
enquanto não sair a nomeação.
Mas se você está dentro das vagas previstas no edital e o
concurso já foi homologado, só alegria! Você tem direito à nomeação, e basta
ficar de olho na data em que será convocado. Para isso, fique de olho em alguns
aspectos:
É importante saber quando ocorrerá a nomeação, para já tomar
providências relativas a documentos e exames médicos. Se a nomeação estiver próxima
(menos de três meses), já pode começar a providenciar exames médicos, caso o
próprio órgão/entidade não os realize e você tenha que agir por conta própria.
Entre no site ou ligue no RH e obtenha a lista de exames necessários, para já
ir agendando o que for necessário. A maioria tem prazo de validade de 90 dias.
Também é importante atentar para os documentos exigidos.
Alguns exigem comprovação – por exemplo, certificado de conclusão do ensino
médio –, outros demoram (e muito!) a ficar prontos, como algumas certidões
criminais negativas. Inclusive, se você é de uma cidade diferente de onde
tomará posse, pode ser que tenha inclusive que ir à sua cidade de origem para
providenciar alguns documentos. Comece a entrar nos sites respectivos e
pesquisar.
Além disso, veja se seu cartão de vacinas está atualizado,
se o órgão exige alguma vacina específica. Senão, já comece a providenciar
também. Vá tirando cópias de todos
os seus documentos, providencie um conjunto de fotos 3x4 (lembre-se que a foto
irá para o seu crachá! Não vá entregar aquela foto descabelada com cara de
morto-vivo), tudo para acelerar sua posse quando sair a nomeação. Assim, se
houver alguma pendência, provavelmente será algo rápido de se resolver, e você
não ficará estressado à toa.
Tem gente que acha que quando sai a nomeação, é hora de
tirar férias, “porque você vai ter trinta
dias para tomar posse e mais quinze para entrar em exercício... vá viajar!”.
Mas a realidade é que esse tempo pode acabar sendo curto se você não tomar
cuidado. Sempre há uma série de coisas para providenciar, e se ficar bocejando
e enrolando pode até correr o risco de perder as datas. Além do mais, se deixar
para tomar posse e entrar em exercício depois, lembre-se de que as vagas
existentes já vão sendo preenchidas,
e isso pode reduzir suas chances de conseguir ser lotado em um lugar mais legal
quando começar a trabalhar. Resumindo: pense duas vezes!
Agora o maior
cuidado que você deve tomar: se esse não é o concurso que você estipulou como
meta, se esse ainda não é o cargo na carreira que você deseja, não se acomode! Essa é a melhor hora pra
dar um gás e se manter firme na preparação para sua meta final. Você já atingiu
um nível bom de conhecimento e experiência de provas, e já sabe que SIM, é capaz de passar em concurso.
Então, descanse um pouco, mas retome o mais cedo possível os estudos, porque
deixar pra pegar nos livros só daqui a não-sei-quantos-meses pode ser uma
armadilha – vai que você começa a achar seu salário uma gracinha, ou pega uma função e esquece o que você realmente
queria!
Lembre-se do seu objetivo final e aproveite esse momento de
conquista e autoconfiança pra dar uma renovada nos ânimos e se manter firme nos
estudos. É muito mais fácil continuar estudando (mesmo que seja num ritmo
menor) do que tentar recuperar informações daqui a um ou dois anos, quando
outras leis terão sido criadas, outros conteúdos terão começado a cair em
provas, outro acordo ortográfico terá entrado em vigor etc (já dá coceira só de pensar)...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Como utilizar os diferentes métodos de estudo
Assistir às aulas, ler livros, decorar artigos, explicar
conteúdos, fazer resumos, resolver questões... Existem diversas maneiras de
fazer um conteúdo entrar na sua cabeça, e é importante dosar/experimentar as
formas de estudar. Primeiro, porque o cérebro trabalha com diversidade, então,
quanto mais você varia as formas de fixar um conteúdo, mais você vai lembrar na
hora da prova. Segundo, ninguém merece
ficar oito horas por dia lendo a Constituição!
Além disso, também é importante que você saiba usar os
métodos de estudo a seu favor, de modo que você aproveite bem o tempo
disponível até o seu concurso. Então, vou sugerir algumas variações de métodos
(que eu costumo usar), de acordo com a proximidade da prova / disponibilidade
de tempo. E não se esqueça de ter sempre um quadro horário de estudos!
Se faltam seis meses
ou mais para a sua prova, você está na frente de muita gente que vai
esperar sair o edital pra correr atrás do prejuízo. Então, aproveite o tempo
para ler a doutrina (os livros de constitucional/administrativo/penal/o que for
cair na sua prova), grifando as partes mais importantes, resumindo capítulos.
Essa é a melhor hora para ler! Estude
sempre com a Constituição do seu lado, sempre lendo os artigos que forem
mencionados nos livros, fazendo as anotações necessárias etc.
Aproveite também para resolver muitas questões de prova,
sempre se lembrando de ir fazendo o seu “mapada mina”, conforme já expliquei um tempo atrás. Normalmente, sigo o
seguinte roteiro: assisto à aula (presencial ou não), se for o caso;
releio o caderno; leio o respectivo conteúdo no livro; leio os respectivos
artigos na CF, se for o caso; faço um resumo do conteúdo; e resolvo questões
até esgotar o assunto. Então, dá pra ver que é uma tática que leva bastante tempo (apesar de valer super a
pena!). Pra quem começou a estudar com antecedência, é um caminho certo pra
gabaritar muitas questões.
Também é uma boa hora para quem quer fazer cursos de teoria.
Sobre isso, já falei um pouco aqui. Pode ser um curso específico, ou de
matérias básicas, tudo depende do seu nível de conhecimento e da sua
disponibilidade.
Se faltam de três a
seis meses para a prova, é hora de ir dando mais atenção à resolução de
questões e à confecção de resumos, coisas que te ajudarão a relembrar o
conteúdo de forma rápida no futuro. Aqui, você vai só preparando o terreno para a reta final. É claro que, para isso,
você já precisa ter ao menos noção do conteúdo, porque não adianta nada ir direto
às questões e sair errando tudo (pode até ser um golpe na sua autoestima).
Então, comece a dividir seu tempo de estudo com uma prioridade maior aos
resumos e questões, mas ainda deixando tempo para ler conteúdos que ainda não foram
aprendidos (como uma matéria que passou a ser cobrada recentemente nos
concursos, ou o regimento interno do órgão no qual você quer passar).
Se falta menos de três
meses para a prova, é hora de começar a entrar no ritmo de reta final: vá aumentando gradativamente a prioridade das
revisões, conforme você vai “fechando” os conteúdos do edital. A ideia é que
você tenha todo o conteúdo em resumos e esquemas rápidos, para ir revisando até
a exaustão – até você achar ridículo
recitar as competências privativas da União, ou os princípios orçamentários
etc. Essa também pode ser uma boa hora para pesquisar cursos intensivos –
do tipo pacotão ou de exercícios, daqueles em que você vai dar uma revisada
geral no conteúdo, tirar dúvidas que ainda persistam e aprender conteúdos mais ninjas. Além disso, comece a tirar um
dia por semana para fazer provas inteiras (pegue no site da banca que irá
aplicar sua prova, e faça tudo como no dia da prova, contando o tempo, fazendo
a redação, marcando as respostas como se fosse de verdade).
Nessa etapa, é muito bom reunir alguns colegas que estejam mais ou menos no mesmo grau de preparo
para o concurso e fazer estudo em grupo.
Talvez seu colega se saia melhor em direito administrativo, e você se saia
melhor em gramática, enfim... Um vai tirando as dúvidas do outro. Vocês podem
aproveitar para decorar conteúdos mais longos, dando “aulas” uns para os
outros. Eu sugiro fazer o seguinte: separem conteúdos distintos; cada um lê um
conteúdo/resumo em quinze minutos; um vai explicando, e os outros vão conferindo
se tudo foi falado, se houve algum erro. É ótimo aproveitar esses momentos, e é
menos cansativo. Continue utilizando esse método até as vésperas da prova.
No mês anterior à sua
prova, o ideal é que você tenha feito centenas de questões de cada matéria,
tenha lido o conteúdo nos livros, tenha relido seu caderno umas vinte
vezes, e esteja com resumos e mapas mentais prontos pra revisar, revisar e
revisar. É claro que isso é um ideal: pode ser que você tenha deixado o
regimento interno do órgão para a última hora, ou aquelas resoluções pequenas e
chatas sobre regulação não-sei-das-quantas.
Então, continue revisando o conteúdo que você já fechou, e comece a reservar um
tempo para ler diversas vezes esses conteúdos que são específicos daquela prova
X.
Na semana da prova,
imagino que você estará enjoado de reler tantas vezes as regras de colocação
pronominal, ou as diferenças entre Windows e Linux, ou a composição do Conselho
Nacional de Justiça. Sim, o método é esse.
Todos esses meses de preparação e disciplina serviram pra deixar tudo pronto
para que você possa retomar as matérias em dez, quinze minutos. Deixe os
exercícios de lado, não tente aprender coisas novas agora. Use seus livros apenas para revisão – relendo aqueles parágrafos cheios de marcações de
questões de prova. Abuse dos mapas mentais!
E comece a desacelerar (sim, parece loucura, é
tentador ficar bitolando, mas seu cérebro com
certeza precisa descansar). Faça uma caminhada todo dia para ir
oxigenando o cérebro, reduza um pouco a carga horária de estudos, e fique
tranquilo: o trabalho maior você fez durante meses, e está tudo na sua cabeça. Fritar os neurônios só vai te
causar pânico na hora da prova, então deixe a cabeça respirar um pouco.
Na véspera da prova, relaxe! Se você se manteve firme na
preparação até aqui, saberá a maioria dos conteúdos na ponta da língua, então
mantenha o controle emocional e se dê uma recompensa por ter sido tão
disciplinado por tanto tempo, vá fazer algo que te dê prazer e te deixe feliz
no dia D!
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Surtando na hora da prova
Eu acho que todo mundo que já fez algum concurso pra valer na vida sabe como é quando
começa a bater aquele pânico de ver milhares de pessoas atravessando os
portões, entrando nas salas, colocando canetas e barrinhas de cereais em cima
da mesa... De ver os fiscais pra lá e pra cá conferindo as identidades, mandando
você guardar seu relógio (por que, meu
Deus?) e indicando seu lugar.
Aposto que só de ler isso já bateu um frio na barriga...
A questão é que é fundamental saber lidar com esse
sentimento na hora da prova, porque ele pode ser o seu maior inimigo, pode
botar a perder todas as centenas de questões resolvidas, as horas estudadas e
as constituições revisadas. Então, vou sugerir algumas técnicas para lidar com
a ansiedade – e sim, com o desespero
– na hora da prova.
O controle das emoções começa muito antes da sua prova. Primeiro,
é importante que você saiba dosar o
lazer e o descanso ao longo da sua preparação. Pessoas excessivamente
estressadas tendem a não funcionar nas horas mais importantes. Então, reserve
tempo pra dormir e relaxar. Eu, pessoalmente, tenho dificuldades pra dormir,
então preciso de 8 horas por noite. Menos que isso, é só uma questão de tempo
até adoecer. Mas cada um tem seu ritmo e seu relógio biológico, então preste
atenção ao seu corpo.
Também recomendo um momento
de lazer todo dia. Você não precisa ir ao cinema toda vez, nem ficar
horas na frente do computador, mas uma hora por dia de descontração pode fazer
toda a diferença no seu rendimento. Nas minhas épocas mais bitoladas de estudo, engatava 10 horas por dia com a cara nos
livros, mas tirava meia hora depois do almoço e meia hora antes de dormir pra
assistir alguma coisa (de preferência, Friends!
Heheheh). Assim, dava uma relaxada, ria um pouco e recarregava as energias.
Além disso, também é importante você exercitar seu controle
emocional pra quando a ansiedade vier com
tudo (principalmente na hora que entregarem seu caderno de provas). Respirar fundo e bem devagar ajuda
bastante, então feche os olhos, respire fundo umas cinco vezes, lembrando que
você estudou, fez sua parte e agora é hora de relaxar e pôr em prática o que
você aprendeu.
Uma coisa que eu aprendi e que ajuda muito é a meditação. Claro que você não vai
tentar atingir o nirvana no meio da
prova, mas se o coração disparar e você começar a suar frio, dez minutos de
meditação podem ser muito mais úteis do que tentar fazer tudo no desespero.
Lembre que nessas horas é quando a gente sai marcando itens errados, borra na
redação, dá branco, aí uma coisa vai levando à outra e a gente acaba jogando a
toalha. Então, aprender a se controlar antes de tudo acontecer é o melhor que
você faz.
(Alguns lugares que oferecem prática de meditação são a
Sociedade Vipássana, o templo Shin Budista e o centro budista tibetano KagyüPende Gyamtso).
Ainda antes da prova, recomendo que você deixe os livros de
lado na véspera do concurso e tire o dia
pra relaxar o corpo e o cérebro. Vá tomar um sol, dar uma volta, assistir a
um filme no cinema (daqueles pra se acabar de rir), namorar, almoçar em um
lugar legal, qualquer coisa que tire seu pensamento da bitolação por umas
horas. Se você ainda não aprendeu algum conteúdo que pode cair na prova amanhã,
meu querido, não vai ser o sábado à
noite que vai resolver a sua vida...
Você também pode recorrer
à espiritualidade (vai de cada
um) nos momentos de ansiedade. Rezar, pedir força, serenidade, disciplina, isso
acalma muitas pessoas nas horas difíceis. Só não adianta enrolar durante três meses
e achar que Deus, Buda ou Alá têm
culpa se você não passar. Se você estudou “igual à sua cara” e passou,
parabéns, você tá com a sorte afiada! Mas eu sou da teoria de que a sorte só
encontra quem já está preparado.
Por fim, uma coisa que faço quando me bate o famoso branco é:
calma, você estudou essa matéria, tá tudo
dentro da sua cabeça! E apelo pro “brainstorm” (ou tempestade cerebral): se
eu não lembro se direito civil é ou não matéria de competência privativa da
União, começo a enumerar todas as competências privativas que me vêm à cabeça.
Se não deu certo, começo a pensar nas competências concorrentes. Se não deu
certo, tento lembrar se ela é rosa ou amarela (vai entender...). Se ainda não deu,
penso “vou lembrar disso daqui a pouco”
e sigo fazendo as questões. Nem sempre funciona, mas ao menos evita que eu
entre em pânico e comece a chorar nos quinze
minutos do primeiro tempo.
E ainda há muitas outras coisas que você pode fazer pra
evitar surpresas na hora da prova e, consequentemente, mais nervosismo. Você
tem que controlar a ansiedade antes, porque se deixar pra pensar nisso só na
hora que entregarem seu caderno de prova, pode ser que você esteja num momento
de insegurança, de medo dos outros candidatos, de culpa por não ter estudado
mais etc., e pode ter certeza de que isso é um dos mecanismos de “seleção natural” de muitos concurseiros
preparados por aí!
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
E daí que você se matou de estudar?!
Quem aqui nunca passou por essa situação: você se matou de
estudar, sacrificou seu feriado e seus finais de semana, decorou o art. 5º e o
37, resolveu vinte provas de português e... Não passou! Sim, é pra morrer de
ódio. Vale chorar, xingar a banca, arrancar os cabelos, comer uma barra gigante de chocolate
sozinho.
E tá na hora de fazer uma autoavaliação.
Com o passar do tempo, você percebe que ser aprovado em um
concurso não tem relação direta com a quantidade de horas de estudo, nem com a
quantidade de questões resolvidas sobre determinado assunto. “Mas p$%#$&,
tem a ver com o que então?!”.
Se você chegou até aqui e sua aprovação ainda não saiu, eu sugiro
que você sente e comece a refletir sobre alguns aspectos importantes – que podem
estar fazendo toda a diferença nos seus resultados.
Como você está distribuindo seu tempo de estudo? Você já
montou um quadro de horários? Ou continua estudando só aquilo que te dá vontade
no dia? Se já montou uma grade, você tem seguido à risca? Tem feito as
alterações necessárias, conforme varia seu rendimento em cada matéria? Talvez
sua divisão de tempo esteja precisando de uma mudança.
Como está a qualidade do seu estudo? Você estuda
concentrado? Ou, quando chega a hora de estudar, já está morto de cansaço?
Talvez seja o caso de você acordar mais cedo e aproveitar o cérebro mais
descansado, do que ficar até tarde tentando entender a página que você acabou
de ler. O sono é fundamental pra quem estuda!
Além disso, não adianta aloprar e achar que 14 horas de
estudo todo santo dia são a resposta
pra vida. O cérebro tem seus limites, e você precisa reconhecer a hora de parar.
Já ouvi várias histórias de pessoas que simplesmente surtaram na hora da prova (branco total, piriri, choradeira,
vômitos e por aí vai...), porque não se deram o descanso necessário ao longo da
preparação.
Você tem cuidado da sua saúde física e mental? Você tem
dormido bem e acordado com disposição? Sua alimentação está variada e saudável?
Tem comido alimentos que fazem bem à memória, à digestão? Tem feito algum
exercício físico pra dar uma “ventilada” no corpo e no cérebro? Lembre-se que
seu corpo precisa de descanso e de atividade física: melhora a circulação (o
que é ótimo pra quem passa horas sentado estudando), aumenta a oxigenação no
cérebro e, consequentemente, melhora o desempenho nos estudos. Se for preciso,
faça uma caminhada ao som de alguma aula gravada – lembre-se de otimizar otempo.
E o lazer, como está? Você tem reservado um tempo por semana
pra ir ao cinema, namorar, ver a família ou ir a um barzinho com os amigos? Não
pense que se isolar do mundo vai resolver seus problemas nessa hora. Melhor tirar
o sábado à noite pra descontrair do que passar num concurso com depressão!
Agora, pode ser que você esteja caprichando
demais no lazer. Chegar muito tarde no fim de semana vai comprometer seu
rendimento no dia seguinte, e sair demais com certeza vai aumentar sua dose de
preguiça.
E no mais, como está seu rendimento em cada matéria
especificamente? Numa escala de zero a cem, qual é sua margem de acerto numa
bateria de questões? Quais conteúdos você sempre
erra / esquece? O que você ainda não
sabe na ponta da língua e de trás pra frente? Trate de ir decorando aos poucos,
sempre se lembrando de revisar o que já sabe.
Bom, deu pra ver que, basicamente, voltamos à “estaca zero”
nesse ponto? Hora de repensar a escolha do concurso, o método de preparação, a divisão
de tempo etc. tudo de novo. Não, não é fácil mesmo. Mas é simples. Trata-se de
rever suas estratégias, identificar os pontos fracos e corrigir os erros até
passar. Eu já tive que redesenhar meu quadro horário várias vezes, tive que
abrir mão de alguns concursos para dar prioridade a outros, tive que reconhecer
que estava estudando demais, tive que aprender a valorizar a atividade física
como elemento da minha preparação... Sim, já levei muitos tapas na cara, e
continuo na luta.
Resumindo, não se desespere porque a nomeação ainda não chegou.
O processo é esse mesmo, e o segredo é você se avaliar sempre, abrir a cabeça
para os seus erros e suas sabotagens, testar seus limites e reconhecer a hora de recuar. Se você aprender alguma coisa com seus erros a cada prova, é só uma questão de tempo.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
A utilidade dos mapas mentais
Uma das formas mais rápidas de recuperar/reforçar o conteúdo
aprendido é por meio de resumos. E uma das formas mais eficientes de se fazer
resumos é por meio de mapas mentais. Muitos já conhecem essa ferramenta, mas
algumas pessoas não sabem por onde começar. Então, vou mostrar por
aqui e dar uns exemplos.
Esses resumos visuais não passam de um esquema em que você
tenta dispor o conteúdo por meio de imagens, cores, pequenos comentários,
palavras chave etc. A ideia é que você consiga revisar determinado conteúdo em
questão de cinco a dez minutos,
apenas observando as imagens, palavras, setas e correlações.
É claro que, para isso, primeiro você terá que ler o
conteúdo no livro/caderno algumas vezes, de modo que saiba diferenciar o que é
fundamental do que é menos importante. A partir daí, você vai dispondo no papel
(ou no computador) as informações principais, para depois ir ligando às
informações secundárias, sejam escritas, sejam em imagens.
Isso pode levar um tempo, mas depois que estiver pronto,
provavelmente você não terá que voltar mais àquela parte do seu livro ou
caderno. Revisar o conteúdo disposto em um mapa mental leva pouquíssimo tempo
(o que é extremamente útil nos dias mais próximos da prova) e aumenta sua
capacidade de memorizar, pois é muito mais fácil se lembrar de desenhos e
setinhas do que de um capítulo inteiro do livro de constitucional.
Como eu disse, você pode fazer isso tanto no papel quanto no
computador. No papel, demora um pouco mais, mas você pode deixar mais
personalizado, colorir mais, desenhar coisas que venham à cabeça na hora – e,
particularmente, eu fixo mais quando eu mesma desenho/escrevo.
![]() |
| Resumo sobre Lideranças na Câmara dos Deputados: você desenha do jeito que quiser, com os tamanhos, cores, destaques etc. que você achar melhor. Demora mais, mas você vai lembrar de muito mais coisa. |
No computador, as opções são mais restritas, porque você se limita
aos desenhos/cores/formatos que estão disponíveis no programa utilizado. O lado
bom é a rapidez com que os resumos ficam prontos. Além disso, é possível
armazenar num pendrive, no celular,
no iPod, enfim, dá pra levar muitos
resumos pra cima e pra baixo ocupando pouco espaço. Eu costumo utilizar o
aplicativo Freemind (há a versão para computador, e também já vi para celulares
Android), super fácil de achar pra
download, super fácil de mexer. E os arquivos ocupam pouquíssimo espaço em
disco, então não será um problema fazer dezenas/centenas de resumos.
![]() |
| Mapa mental de Regimento Comum do Congresso Nacional, sobre redação final e autógrafos, feito no Freemind. Dá pra mudar cores, efeitos visuais e colocar alguns desenhos. |
Dá trabalho, mas você vai agradecer a si mesmo por ter feito
isso quando faltarem cinco dias pra sua prova e você conseguir retomar
conteúdos que tomariam mil páginas/três semanas da sua vida!
Assinar:
Postagens (Atom)




